A ação da escrita se inicia na nossa vida
muito antes do que imaginamos, isso porque vivemos em constante contato
com cartazes, placas, em locais públicos, livros a até mesmo na
televisão. Por isso a necessidade das Instituições de ensino se
organizarem nas suas atividades e propostas pedagógicas.
A
linguagem oral está presente no cotidiano e na prática das instituições
de educação infantil à medida que todos participam: crianças e adultos,
falam se comunicam entre si, expressando sentimentos e ideias. As
diversas instituições concebem a linguagem e a maneira como as crianças
aprendem de modos bastante diferentes.
Os objetivos, conteúdos da linguagem oral e escrita são baseados no RCNEI:
Objetivos
Crianças de zero a três anos
• participar de variadas situações de
comunicação oral, para interagir e expressar desejos, necessidades e
sentimentos por meio da linguagem oral, contando suas vivências;
• interessar-se pela leitura de histórias;
• familiarizar-se aos poucos com a escrita
por meio da participação em situações nas quais ela se faz necessária e
do contato cotidiano com livros, revistas, histórias em quadrinhos etc.
Crianças de quatro a cinco anos
Para esta fase os objetivos deverão ser aprofundados e ampliados.
• ampliar gradativamente suas
possibilidades de comunicação e expressão, interessando-se por conhecer
vários gêneros orais e escritos e participando de diversas situações de
intercâmbio social nas quais possa contar suas vivências, ouvir as de
outras pessoas,
elaborar e responder perguntas;
• familiarizar-se com a escrita por meio
do manuseio de livros, revistas e outros portadores de texto e da
vivência de diversas situações nas quais seu uso se faça necessário;
• escutar textos lidos, apreciando a leitura feita pelo professor;
• interessar-se por escrever palavras e textos ainda que não de forma convencional;
• reconhecer seu nome escrito, sabendo
identificá-lo nas diversas situações do cotidiano;• escolher os livros
para ler e apreciar.
Conteúdos
Crianças de zero a três anos
• Uso da linguagem oral para conversar,
comunicar-se, relatar suas vivências e expressar desejos, vontades,
necessidades e sentimentos, nas diversas situações de interação
presentes no cotidiano.
• Participação em situações de leitura de
diferentes gêneros feita pelos adultos, como contos, poemas, parlendas,
trava-línguas etc.
• Participação em situações cotidianas nas quais se faz necessário uso da leitura e da escrita.
• Observação e manuseio de materiais impressos, como livros, revistas, histórias em quadrinhos etc.
Crianças de quatro a cinco anos
Falar e Escutar
• Uso da linguagem oral para conversar,
brincar, comunicar e expressar desejos, necessidades, opiniões, ideias,
preferências e sentimentos e relatar suas vivências nas diversas
situações de interação presentes no cotidiano.
• Elaboração de perguntas e respostas de acordo com os diversos contextos de que participa.
• Participação em situações que envolvem a necessidade de explicar e argumentar suas ideias e pontos de vista.
• Relato de experiências vividas e narração de fatos em sequência temporal e causal.
• Reconto de histórias conhecidas com
aproximação às características da história original no que se refere à
descrição de personagens, cenários e objetos, com ou sem a ajuda do
professor.
• Conhecimento e reprodução oral de jogos verbais, como trava-línguas, parlendas, adivinhas, quadrinhas, poemas e canções.
Práticas de Leitura
• Participação nas situações em que os
adultos leem textos de diferentes gêneros, como contos, poemas, notícias
de jornal, informativos, parlendas, trava-línguas etc.
• Participação em situações que as crianças leiam, ainda que não o façam de maneira convencional.
• Reconhecimento do próprio nome dentro do conjunto de nomes do grupo nas situações em que isso se fizer necessário.
• Observação e manuseio de materiais
impressos, como livros, revistas, histórias em quadrinhos etc.,
previamente apresentados ao grupo.
• Valorização da leitura como fonte de prazer e entretenimento.
Práticas de Escrita
• Participação em situações cotidianas nas quais se faz necessário o uso da escrita.
• Escrita do próprio nome em situações em que isso é necessário.
• Produção de textos individuais e/ou coletivos ditados oralmente ao professor para diversos fins.
• Prática de escrita de próprio punho,
utilizando o conhecimento de que dispõe, no momento, sobre o sistema de
escrita em língua materna.
• Respeito pela produção própria e alheia.
As orientações didáticas deve se guiar
pelos seguintes pressupostos: compreender a fala, responder de maneira
coerente para estabelecer uma ponte de comunicação, reconhecer o esforço
da criança em tentar compreender. E também exige do professor a escutar
as crianças, expressões, atos, entre outros sempre está atento os
gestos que a criança faz. Nem sempre a fala direta da criança quer
expressar o que ela fala quer dizer, por isto a atenção e sensibilidade
são indispensáveis ao ouvinte, para que consiga perceber o que de fato
ela quer dizer.
Crianças com deficiência (auditiva,
paralitica e autista) não desenvolvem completamente suas habilidades
comunicativas, desta forma a inclusão destas crianças em atividades
comuns com o restante das crianças, auxilia muito o desenvolvimento
destas habilidades.
É dever do professor da educação infantil
integrar estas crianças ao cotidiano da sala e ao grupo. Pois crianças
com deficiência auditivas, por exemplo, se fazem entender de diversas
formas.
E cabe ao professor buscar meios de se
fazer entender e compreender esta criança, se fazendo valer das várias
formas de expressão disponíveis, porém sem deixar de lado o
acompanhamento especializado.
É importante criar um clima de respeito,
confiança e afeto, para as crianças se sintam seguras e percebam suas
necessidades e o prazer de comunicar-se, e o apoio do adulto.







