quarta-feira, 7 de maio de 2014

AULA 3 - 10/03/2014

Perguntas sobre o texto entregue na sala de aula.

1- No Brasil ocorrem barbáries como trabalho infantil, exploração sexual, o uso imundo que o trafico de drogas traz para menores carentes e outros. Cite exemplos de outros países e suas barbáries?
  Na Colômbia, os pequenos trabalham em minas de carvão; Na Índia, são vendidos aos cinco ou seis anos para a indústria de tecelagem. Na Tailândia, cerca de duzentos mil são roubados anualmente das suas famílias e servem à clientela doentia dos pedófilos. Na Inglaterra, os subúrbios miseráveis de Liverpool produzem os “baby killers”, crianças que matam crianças. Na África 40% das crianças, entre sete e quatorze anos trabalham.
 2- Quando foi instalado o ensino público? No inicio da colonização existiam escolas jesuítas e eram poucas e para poucos. O ensino público só foi instalado, e mesmo assim de forma precária, durante o governo do marquês de Pombal, na segunda metade do século XVIII. 
3- Como era visto no final do século XIX o trabalho infantil pelas camadas subalternas? 
 “A melhor escola”. ”O trabalho [explica uma mãe pobre] é uma distração para a criança. Senão estiver trabalhando vão inventar moda, fazer o que não presta. A criança deve trabalhar cedo”. E pior afogados hoje no trabalho. No nordeste quase 60% desses pequenos trabalhadores são analfabetos e entre eles a taxa de evasão escolar chega a 24%. No sul do país o cenário não é muito diferente. Trabalhando em lavouras domésticas ou na monocultura, as crianças interrompem seus estudos na época da colheita, demonstrando que estar inscrito numa escola primária, não significa poder frequenta-la plenamente. Assim, o trabalho, como forma de complementação salarial para as famílias pobres ou miseráveis, sempre foi priorizado em detrimento da formação escolar.
 4- Crianças foram transformadas em pequenas e precoces máquinas de trabalho no inicio do século XIX cite um exemplo: 
 Dos escravos desembarcados no mercado do Valongo, no Rio de Janeiro, 4% eram crianças, destas, apenas um terço sobrevivia até os 10 anos. A partir dos quatro anos, muitas delas já trabalhavam com os pais ou sozinhas, pois perder-se de seus genitores era coisa comum. Aos doze anos o valor de mercado dessas crianças já tinha dobrado. E por quê? Pois se considerava que seu adestramento já estava concluído e nas listas dos inventários já apareciam com sua designação estabelecida: Chico “ roça”, João “pastor”, Ana “mucama”. 
 5- Como foi no inicio do século com a explosão do crescimento urbano em cidades como São Paulo, e como a rua se tornou um meio de vida? 
 Com o crescimento urbano em cidades como São Paulo, jovens, dejetos do que fora o fim do escravismo. Encheram as ruas. Passaram a ser denominados “vagabundos”. Os primeiros “vagabundos” conhecidos eram recrutados pelos portos de Portugal, para trabalhar como intermediários entre os jesuítas e as crianças indígenas ou como grumetes nas embarcações que cruzavam o atlântico. No século XVIII, crianças vindas de lares mantidos por mulheres livres e forras, perambulavam pelas ruas vivendo de expedientes muitas vezes escusos,e de esmolas. As primeiras estatísticas elaboradas em 1900 já revelam que esses filhos da rua, então chamados de “pivetes” eram responsáveis por furtos, vadiagem e ferimentos, tendo na malícia e na esperteza as principais armas de sua sobrevivência. Hoje, quando interrogados pelo serviço social do Estado, dizem com suas palavras o que já sabemos desde o início do século: a rua é um meio de vida!



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